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Trabalho, ser social e cuidado em saúde: abordagem a partir de Marx e Lukács

Este artigo visa desenvolver uma análise teórica sobre o cuidado a partir de uma abordagem ontológica. Fazemos uso de categorias teóricas lukacsianas, inspiradas na teoria de Karl Marx, para delimitar o cuidado enquanto uma particularidade da práxis social, fundada pelo trabalho. Como qualquer práxi...

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Published in:Interface (Botucatu, Brazil) Brazil), 2017-09, Vol.21 (62), p.543-552
Main Authors: de Oliveira Souza, Diego, Henrique Pereira Freitas de Mendonça
Format: Article
Language:eng ; por
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Henrique Pereira Freitas de Mendonça
description Este artigo visa desenvolver uma análise teórica sobre o cuidado a partir de uma abordagem ontológica. Fazemos uso de categorias teóricas lukacsianas, inspiradas na teoria de Karl Marx, para delimitar o cuidado enquanto uma particularidade da práxis social, fundada pelo trabalho. Como qualquer práxis, o cuidado se move historicamente, assumindo diversas roupagens. No capitalismo, assume uma forma particular, consoante as determinações do processo de valorização, quando ocorre a sua reificação, possibilitando a “realização” da mais-valia objetivada no “trabalho morto” incorporado pela produção do cuidado, bem como a transformação dos cuidadores em possíveis fontes de extração de mais-valia e do próprio cuidado em valor. Consubstancia-se uma contradição tipicamente capitalista, porquanto o cuidado, em sua essência, corresponde à práxis particular capaz de atender necessidades de saúde, mas que passa a ser, no capitalismo, subsumido às necessidades do mercado. This paper aims to develop a theoretical analysis of care using an ontological approach. We use Lukacsian theoretical categories, inspired by Karl Marx’s theory, to delimit care as a particularity of social praxis, based on work. Like any praxis, care change shapes through history under different appearances. Within capitalism, it takes a particular form, in accordance with the determinations of the process of creation of value that is concomitant with its reification, enabling the “realization” of a certain surplus value objectfied in the “dead labor”, embodied by the production of care. It also allows the transformation of caregivers in possible sources of surplus value and transforming care in value. A typically capitalist contradiction is thus consolidated, since care, in its essence, corresponds to the particular practice able to meets healthcare needs, although in capitalism, it is subsumed within market needs. El objetivo de este artículo es desarrollar un análisis teórico sobre el cuidado a partir de un abordaje ontológico. Utilizamos categorías teóricas lukacsianas, inspiradas en la teoría de Karl Marx, para delimitar el cuidado como particularidad de la praxis social, fundada por el trabajo. Como cualquier praxis, el cuidado se mueve históricamente, asumiendo ropajes diferentes. En el capitalismo, asume una forma particular, consonante con las terminaciones del proceso de valorización, cuando ocurre su reificación, posibilitando la “realización” de la plusvalía objetivada en el “trabajo muerto
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Fazemos uso de categorias teóricas lukacsianas, inspiradas na teoria de Karl Marx, para delimitar o cuidado enquanto uma particularidade da práxis social, fundada pelo trabalho. Como qualquer práxis, o cuidado se move historicamente, assumindo diversas roupagens. No capitalismo, assume uma forma particular, consoante as determinações do processo de valorização, quando ocorre a sua reificação, possibilitando a “realização” da mais-valia objetivada no “trabalho morto” incorporado pela produção do cuidado, bem como a transformação dos cuidadores em possíveis fontes de extração de mais-valia e do próprio cuidado em valor. Consubstancia-se uma contradição tipicamente capitalista, porquanto o cuidado, em sua essência, corresponde à práxis particular capaz de atender necessidades de saúde, mas que passa a ser, no capitalismo, subsumido às necessidades do mercado. This paper aims to develop a theoretical analysis of care using an ontological approach. We use Lukacsian theoretical categories, inspired by Karl Marx’s theory, to delimit care as a particularity of social praxis, based on work. Like any praxis, care change shapes through history under different appearances. Within capitalism, it takes a particular form, in accordance with the determinations of the process of creation of value that is concomitant with its reification, enabling the “realization” of a certain surplus value objectfied in the “dead labor”, embodied by the production of care. It also allows the transformation of caregivers in possible sources of surplus value and transforming care in value. A typically capitalist contradiction is thus consolidated, since care, in its essence, corresponds to the particular practice able to meets healthcare needs, although in capitalism, it is subsumed within market needs. El objetivo de este artículo es desarrollar un análisis teórico sobre el cuidado a partir de un abordaje ontológico. Utilizamos categorías teóricas lukacsianas, inspiradas en la teoría de Karl Marx, para delimitar el cuidado como particularidad de la praxis social, fundada por el trabajo. Como cualquier praxis, el cuidado se mueve históricamente, asumiendo ropajes diferentes. En el capitalismo, asume una forma particular, consonante con las terminaciones del proceso de valorización, cuando ocurre su reificación, posibilitando la “realización” de la plusvalía objetivada en el “trabajo muerto” incorporado por la producción del cuidado, así como la transformación de los cuidadores en posibles fuentes de extracción de plusvalía y del propio cuidado en valor. Se co-substancia una contradicción típicamente capitalista, puesto que el cuidado en su esencia corresponde a la praxis particular capaz de atender necesidades de salud, pero que pasa a ser, en el capitalismo, inserido en las necesidades del mercado.</description><identifier>ISSN: 1414-3283</identifier><identifier>ISSN: 1807-5762</identifier><identifier>EISSN: 1807-5762</identifier><identifier>DOI: 10.1590/1807-57622016.0482</identifier><language>eng ; por</language><publisher>Botucatu: Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" Fundacao U N I</publisher><subject>Assistência à saúde ; Capitalismo ; Comunismo ; Trabalho</subject><ispartof>Interface (Botucatu, Brazil), 2017-09, Vol.21 (62), p.543-552</ispartof><rights>2017. This work is published under https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.en (the “License”). 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Utilizamos categorías teóricas lukacsianas, inspiradas en la teoría de Karl Marx, para delimitar el cuidado como particularidad de la praxis social, fundada por el trabajo. Como cualquier praxis, el cuidado se mueve históricamente, asumiendo ropajes diferentes. En el capitalismo, asume una forma particular, consonante con las terminaciones del proceso de valorización, cuando ocurre su reificación, posibilitando la “realización” de la plusvalía objetivada en el “trabajo muerto” incorporado por la producción del cuidado, así como la transformación de los cuidadores en posibles fuentes de extracción de plusvalía y del propio cuidado en valor. 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